sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Interlúdio de Histórias de um Entregador de Sonhos

Primeiro. Depois de tanto tempo, não espere alguma continuidade necessariamente triste ou feliz. Na verdade, peço que não espere fim algum. Apenas conto a história conforme ela tem acontecido. Peço que deixe qualquer esperança de lado. Não vejo nem sombra de um ponto final no horizonte próximo.

Segundo. Pense nesta história como metáfora de dois cometas. Imagine que lá no alto há dois cometas eternamente fadados a se chocar e a se ferir. Algumas pessoas, que já se sentiram como um cometa descontrolado sabem como é. Bem... não sei se isso é necessariamente ruim, mas não posso considerar tal impacto devastador algo trágico ao ponto de não ser maravilhoso na perspectiva de alguém como você, que chegou até aqui para me ouvir. Tendo a pensar que não seria a mesma coisa se Píramo e Tisbe não tivessem morrido de maneira tão terrível. Do contrário, o coração dos deuses jamais teriam se comovido. As amoras nunca seriam avermelhadas. Enfim. Creio que ainda more no seu coração sensibilidade suficiente para me entender.

Ademais. Sou grato, entre fraturas de espírito que nunca haverão de se encontrar, e grato por me mostrar a luz sob a porta. Eu não passo de mais um cara perdido no escuro deste sonho; - nos encontramos no capítulo oito. Ou nunca mais, como dois gatos perdidos no deserto de cimento e luzes. Pff...

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